Como Fazer a Transmissão da Bicicleta Durar o Dobro: 3 Erros a Evitar

Como fazer a sua transmissão durar o dobro: 3 erros que estão a destruir a sua corrente

Comprar uma bicicleta bonita é um investimento, mas é a manutenção que determina quanto lhe vai custar ao longo do tempo. O «coração» pulsante da sua bicicleta é a transmissão: corrente, conjunto de carretos e coroas.

Vemos frequentemente chegar à oficina clientes com transmissões completamente gastas após apenas 1 500 km. O motivo? Não é a estrada, mas sim três erros comuns que pode evitar a partir de hoje. Veja como duplicar a vida útil dos seus componentes e poupar centenas de euros.

1. O erro do «cross-chaining» (cruzamento da corrente)

Muitos ciclistas escolhem as mudanças baseando-se apenas no esforço, sem olhar para a linha da corrente.

O erro: Usar a coroa grande à frente com o carreto maior atrás (ou vice-versa).

O que acontece: A corrente trabalha com um ângulo lateral «errado». Isto gera uma fricção lateral que «escava» os dentes das engrenagens e alonga os elos da corrente.

Tecnicamente, a tensão T aplicada já não é paralela à direção do movimento, aumentando o desgaste por atrito de deslizamento. Imagine puxar uma corda fazendo-a roçar numa aresta: durará muito pouco.

2. O «lubrificante-desastre»: óleo sobre sujidade

Pôr óleo novo numa corrente preta e incrustada é como pôr perfume sem tomar banho: não serve de nada e piora a situação.

O erro: adicionar lubrificante sem desengordurar.

O que acontece: o óleo mistura-se com o pó e a areia das estradas, criando uma pasta abrasiva. Esta mistura atua como uma lixa, devorando literalmente a corrente a cada pedalada.

A solução: limpe a corrente com um produto específico, seque-a bem e aplique depois uma gota de óleo (ou cera) em cada rolete. Remova sempre o excesso com um pano: a corrente deve estar lubrificada por dentro, não por fora.

3. Ignorar o alongamento (a regra de 1%)

A corrente não «alonga» porque o metal se estica, mas porque os pinos que mantêm os elos unidos se desgastam, criando folga.

O erro: Esperar que a corrente salte ou faça barulho para a mudar.

A consequência: Uma corrente «alongada» já não assenta corretamente entre os dentes dos carretos, começando antes a desgastá-los para se adaptar. Resultado? Se mudar a corrente demasiado tarde, também terá de mudar todo o conjunto de carretos (e isso pesa na carteira).

O truque do profissional: Existe uma ferramenta chamada «medidor de corrente». Se a corrente entrar no encaixe dos 0,75%, deve ser substituída imediatamente. Se chegar a 1%, provavelmente já danificou os carretos.

Cuidar da sua corrente significa literalmente oferecer-lhe um jantar fora (ou um novo par de óculos de ciclismo) todos os anos.

A sua corrente está no limite? Descubra gratuitamente!

Não tem a certeza do estado da sua transmissão? Passe por cá na Via San Gallo, 42r, em Florença. Nós fazemos a verificação do desgaste da corrente com um medidor profissional; demora apenas 10 segundos e dizemos-lhe logo se pode pedalar descansado ou se corre o risco de causar danos.